sejam bem-vindos!!!

Neste tempo pascal vamos ao encontro do Cristo Ressuscitado!

Jesus ressuscitou, Aleluia!
verdadeiramente Ele ressuscitou, Aleluia!



sábado, 28 de maio de 2011

ESCOLHA DE DEUS.


(Lc 14, 25-35)
Essas frases são dirigidas a todos, aos leigos, aos sacerdotes, às pessoas casadas e as consagradas na virgindade. Na verdade, Jesus disse essas palavras à grande multidão que o seguia, que tinha ficado encantado com o seu modo de falar, com seus milagres, com o pão que Ele multiplicava.
            Num primeiro momento, a exigência de Jesus parece até impossível. Odiar, preferir menos, desdenhar seu pai e sua mãe... não significam aquilo que nossas línguas modernas quer dizer. Inclusive Jesus tantas vezes ensinou a amar os inimigos. Na verdade, Jesus quer uma adesão de nossa parte. Tal adesão não pode existir sem renúncia; a família, por exemplo, pode ser um obstáculo ao cumprimento da vontade de Deus para nós. Isto que dizer que Deus deve estar acima de tudo, inclusive da nossa família que tanto amamos. Não estamos falando de ódio à família, mas de uma conduta que põe o amor de Cristo acima de qualquer afeto familiar.
            Ao enumerar os afetos familiares, o afeto pelo pai, pela mãe, pela esposa,pelo filhos, pelos irmãos e pelas irmãs, Jesus quis chamar a atenção para os amores terrenos que, certamente, são os mais fortes para nós. Diariamente enfrentamos o problema da escolha, escola, carreira, fé, amigos, por outro lado, é necessário saber escolher, ou melhor, já ter escolhido Deus na própria vida. Deste modo, a vida familiar não pode tornar-se obstáculo para a própria vida da graça. Portanto, não se trata de um convite ou de um conselho de Jesus, que podemos seguir ou não; é uma condição para sermos seus discípulos. Mais cedo ou mais tarde o mundo nos questiona: Se estamos vivendo para Deus ou se vivemos para os nossos afetos e para a nossa sensibilidade.
            Na sequência Jesus apresenta outra renúncia para ser seu discípulo, isto é, para  O escolher: a renúncia a nós mesmos. “Quem não carrega a sua cruze não caminha após a mim, não pode ser meu discípulo” (Lc14, 27). Jesus deixa claro o que significa querer segui-lo. O cristão que escolhe Deus, se coloca atrás de Jesus, passa pelo meio da multidão deste mundo como alguém estranho, sujeito a zombaria e à hostilidade da mentalidade humana. É quando acentua mais ainda o contraste entre o cristão e o mundo, aos olhos do mundo, o cristão é condenado.
            “Se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo”, Jesus pede a todos os cristãos o desapego dos bens materiais, prestígios, poder. O desapego as riquezas exigido de todos é um dos pontos fundamentais do ensinamento de Jesus e é um dos aspectos em que o nosso cristianismo mais deixa a desejar. Fala-se de justiça social, porém esquecemos de que ela é uma conseqüência do espírito de pobreza cristã, pobreza que se requer de todos, tantos ricos quantos pobres. São Basílio diz: “Se cada um tomasse apenas o indispensável para suprir suas próprias necessidades e deixasse o restante para o indigente, ninguém seria rico, ninguém seria pobre”.
            Em seguida Jesus nos fala da construção de uma torre, que é preciso calcular os gastos para ver se tem o suficiente. Isto quer dizer que é preciso ter orientado a própria vida a Deus, consciente e radicalmente, do contrário, permaneceremos raquitico na vida espiritual, estacionaremos, tornando-nos motivo e objeto de chacota para quem nos observa.  Às vezes, prestamos atenção até meticulosamente em cumprir determinadas praticas de piedade e depois faltamos com a caridade e a justiça, ou então, caluniarmos o próximo. Isto lembra a figura da torre, que não estava sendo construída com sabedoria por não estar estribada na escolha de Deus.
            A última imagem que encontramos é a do sal: O cristão é o sal da terra. O cristão está misturado à massa, mas a fermenta; ele não se distingue dos outros. Entretanto, é completamente diferente. Se o cristão não é alma do mundo, se não é o sal da terra, ele não é nada. Jesus poderia ter feito outra comparação, poderia comparar o cristão a água, as plantas, as pedras; escolheu, porém aquele elemento típico que só tem valor se é aquilo que é, com os ramos secos e com as pedras.
            O cristão tem a vocação característica de viver de Deus e ser de outro mundo. Essa vocação cristão não é reservada a poucos, ela é feita para todos. Na variedade das vocações, todos devem descobrir novamente Deus, devem escolher novamente Deus a cada dia, a cada hora, em cada ato da vida.
Pe. Gustavo Natividade.
Reitor do Seminário "MARIA MÃE DA IGREJA".

3 comentários:

  1. Nossa gostei,,, esta muito bom paraéns

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  2. Muito bom está seu blog. Deus abençoe sua caminhada vocacional. Abraço.

    Pe. Giuliano Alamino.

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  3. legal seu blog!!!!!
    q Deus te ilumine na sua caminhada!!!!
    saudades ne sumiu!!!!!
    bjussssssss

    malu...

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