A conversa nem era comigo, mas um dia escutei um jovem dizer a outro seminarista. “Quero ser padre para mudar a Igreja, fazer umas missas mais animadas; sabe!?”. Não é de tudo ruim isto; ora, Deus é o Deus da felicidade e não da tristeza; e se alegra quando nos alegramos. No entanto, somos chamados para servir a Igreja e a Cristo, realizarmos, por meio dela, “a vontade daquele que nos enviou”. Portanto, não se trata do que eu quero, mas do que Cristo quer.
Para estar a serviço da Igreja requer obediência, este é um dos conselhos evangélicos, nos deixado pelo próprio Cristo. Ele foi o obediente por excelência; fez em tudo a vontade do Pai. Ele nada fez segundo a sua vontade, mas sempre aquilo que Deus quis. Nada que está na Igreja é por acaso, tudo tem seu significado. Portanto, o Padre é chamado pra servir a Igreja, por isso deve estar a seu dispor. E não ao contrario. O que “esta em jogo é o bem da Igreja e os interesses do próprio Jesus”.
O Padre deve ser fiel aquele bem sagrado que nos é confiado. Não pelo seu merecimento, mas sim pela bondade de Deus. Que confia em sua fraqueza. "Ele não é portador dos bens da Igreja e dos seus dons, mas sim canail de graça". Deus confia a ele sua Igreja, não para que a rege segundo as suas vontades; mas sempre segundo o seu desíguino benevolente.
Quando entramos para a vida religiosa dizemos que deixamos de lado tudo, nossas vontades e desejos para fazer a vontade de quem nos chamaram; mas acabamos querendo reger a Igreja segundo aquilo que “eu acho certo ou não.” A Igreja é de Cristo a nós cabe cuidar e zelar dela para que sua mensagem chegue de modo eficaz àquele que é anunciado. Na verdade, nós somos para a Igreja e não a Igreja para nós.
Cléber Wanderlei Ernesto.